sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Serial killers II

Assisti Forgive me for Raping you (2010) do diretor Bill Zebub. O filme tem um roteiro fraco, a história de um padre que estupra moças indefesas, uma atrás da outra, sempre interrogando elas e usando desculpas esfarrapadas para depois estuprá-las e pedir desculpa por isso, culminando num assassinato por estrangulamento.
O filme seria interessante se desenvolvesse mais os personagens e tivesse a apresentação de novos ou alguma mudança no cenário, mas se torna cansativo por cair no extremo da vulgaridade e do amadorismo, com cenas mal feitas e encenações fajutas de sexo que tornam o filme uma piada de humor negro. No final até ironiza com a igreja católica numa espécie de flashback do estuprador ao se lembrar de quando falou com um padre da igreja apresentando os seus reais motivos para se tornar um religioso: estuprar moças pois como a igreja católica permite que seus sacerdotes saiam impunes dos seus crimes e os tranfere para outros lugares, seria ideal para ele, já que não gosta de estuprar crianças.
O padre psicótico termina entediado e entedia os expectadores com sua sequência insana de crimes sem um forte embasamento, tanto psicológico quando de ligação com a realidade.
Ao contrário dele, Dexter, esse sim um psicopata com uma personalidade doentia bastante convincente e bem desenvolvida no seriado, nos brinda com o melhor do gênero em todas as suas cenas, sejam nas paralelas que mostram personagens secundários mas que de alguma maneira fazem parte da vida do serial killer, como nas de assassinato onde os episódios chegam ao clímax mostrando um casamento perfeito entre um roteiro bem elaborado e ótimas atuações.
É impossível não se viciar em Dexter. E se você tiver interesse por serial killers com certeza não ficará satisfeito enquanto não assistir o último episódio da derradeira temporada.
Um analista de borrifos de sangue, Dexter Morgam investiga vários casos ao mesmo tempo em que tenta conviver com a sua compulsão por matar. Até aí nada demais só que ele tem um código que foi ensinado por seu pai, um policial que o resgatou de uma cena de crime onde assassinaram sua mãe na frente dele e de seu irmão por dívidas com drogas. Esse código não permite que Dexter mate pessoas inocentes, o que faz com que ele se certifique de que sua próxima vítima tenha assassinado alguém, antes de executá-la num ritual bastante original.
Além disso ele convive com sua irmã, por parte de pai, sua namorada e os dois filhos dela, sendo um verdadeiro mestre na arte do disfarce. Um cidadão modelo que tem na sua aparente normalidade o álibe perfeito para continuar agindo sem levantar suspeitas.
Se você tem interesse por serial killers e encontra aquele que tem um bom motivo para praticar seus crimes, esse será o seriado ideal. Mas você também gostará dele se aprecia boas histórias, com personagens interessantes, bom humor e muito bem interpretadas.
Ao contrário do padre de Forgive me for raping you, Dexter é um personagem bastante denso e complexo, com bons argumentos, uma vida social aparentemente normal e uma justificativa quase perfeita para matar.

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