quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Serial Killers

O filme Dear Mr. Gacy (2010) me surpreendeu. Pensava se tratar de uma ficção, mas conforme fui assistindo o filme, percebi que tinha tudo para ser uma história real. Depois de ter pesquisado na internet confirmei minhas suspeitas: o filme é baseado na história real de Jason Moss. Estudante de psicologia criminal, ele resolve estudar a mente doentia de John Wayne Gayce com o objetivo de elaborar uma tese para o seu curso e, posteriormente, escreve um livro baseado nessa experiência chamado The Last Victim.
O ator que faz o papel de Gayce, William Forsythe, consegue passar toda morbidez e natureza sombria do famoso psicopata, chegando até mesmo a assustar os espectadores mais sensíveis.
Jason Moss finge ser homossexual para atrair o interesse de John, enviando fotos em poses comprometedoras junto com cartas e troca ligações telefônicas. O clímax do filme acontece quando eles se encontram pessoalmente na prisão, atendendo a um pedido de Gacy que estava a apenas 6 dias da execução por injeção letal.
O filme supera as expectativas justamente por mostrar algo mais do que estamos acostumados a ver nos filmes de serial killers, o que até certo ponto é compreensível por se tratar de uma história real, mas tem o seu mérito por ser bem interpretada e transferida para o cinema de forma convincente.
Anos após ter se formado com louvor e ter dado entrevistas sobre o ocorrido na tv, Jason Moss comete suicídio em 2006.
É impossível assistir ao filme e não pensar sobre o lado cruel e violento da natureza humana. A forte atração que sentimos por histórias de crimes violentos e atrocidades e o quanto isso influencia a nossa vida e maneira de agir.
Uma coisa é assistir ao terror e caos sentado confortavelmente na poltrona da nossa casa, protegido pelos muros, cercas e paredes. Outra é estar lá, cara a cara com o demônio que povoa nossos pesadelos e ter que provar para ele e para nós mesmos que somos diferentes.

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