domingo, 17 de abril de 2011

ECOS DA INQUISIÇÃO

Quando Giordano Bruno foi condenado à morte na fogueira pela "santa" inquisição em 1600, após não abjurar as suas idéias acerca d eum universo infinito, com uma infinidade de estrelas e planetas a igreja católica mostrava a sua face mais horrenda e a extrema cegueira causada pela fé religiosa.
Muitos foram os crimes cometidos nessa época com o objetivo velado de trazer os hereges de volta à ortodoxia por meio de torturas físicas e psicológias.
Galileu seria o próximo a arder nas labaredas infernais senão tivesse abjurado, muito embora soubesse que a terra não era o centro do universo e mesmo assim tendo que passar os seus últimos dias em preisão domiciliar.
Muitos séculos depois, a igreja pede perdão pelos erros cometidos no caso de Galileu e até faz homenagens para ele no vaticano. A hipocrisia seria maior se essa mesma "ilibada" instituição já não tivesse cometido várias injustiças no passado, como por exemplo sua omissão durante a segunda guerra, o que a torna mais um orgão político que religioso, que defende seus interesses acima de tudo.
O paraíso é oferecido às pessoas como um quadro em uma parede: a representação do paraíso numa bela pintura de verdes planícies, mares e montanhas com belos animais e homems com roupas imaculadas, o inferno com suas labaredas e um demônio halterofilista e desfigurado. Se alguém tiver a coragem de se levantar, for até o quadro e retirá-lo da parede: não tem nada lá! Apenas controle social e mais uma forma dos poderosos se manterem no poder.
A imagem que temos de quem quer sair dos seus domínios é como a de um enorme muro só que, no caso da igreja católica ocorre o oposto do jovem rico da parábola bíblica: quanto mais pobre as pessoas são, mais difícil saltar do muro, pois ele é enorme e o medo da queda os impede de subir, já as pessoas ricas não sobem porque não querem ou não precisam, pois estão numa situação confortável. Acontece que o muro é enorme por fora, mas se você subir verá que o chão do outro lado não se encontra a mais de 1 metro de altura.
Terror psicológico, violência, leis tudo a serviço do poder. A corrupção toma conta dos bastidores e isso não faz com que a moral e santidade da igreja seja abalada. Crimes violentos, como o do assassino de Realengo e a mizéria são combatidos com mensagens de paz e amor para que os fiéis lotem as igrejas e as ruas em busca de consolo. Nada é feito para resolver ou amenizar a situação no mundo real, apesar dos santos católicos viverem numa cidade cheia de ouro. Sem falar no que foi e ainda é sacrificado no âmbito da educação e cultura por causa dos dogmas e doutrinas eclesiásticas, a teoria da evolução de Darwin continua sendo combatida nas escolas, o mito substituindo a ciência e uma série de outros entraves ao conhecimento.
Os sinos que tocam nas igrejas nos dias atuais ainda são os mesmos: ecoam controle, morte, hipocrisia e atrofia intelectual.

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